Dei-me conta (ó o português castiço) que nem todo mundo vai saber do que eu estou falando.
Assim:
Sou contista. Ruim, mequetrefe, de um quarto de tigela e um décimo de pataca. Mas contista.
Só que me veio a idéia para um romance. Um épico! Uma saga! Com dois protagonistas que geralmente seriam personagens secundários.
Aí, nasceu 'Finisterra', do meu amor pelos cronistas medievais, sempre narradores, sempre coadjuvantes, jamais protagonistas.
Em um mundo parecido com o nosso, mas diferente a beça, um Imperador organiza uma expedição a um lugar inóspito e pouquissímo conhecido para resgatar dois navegantes e um valioso diário. Reune uma comitiva com representantes de diversos lugares: cavaleiros, feiticeiras, alquimistas...
Só que quem nos conta a história são dois cronistas. O mais velho, Rui de Pina, está nessa a contragosto, pois preferia assegurar seu lugar na corte ao invés de partir em uma aventura perigosa, cheia de riscos. O mais novo, Pero Vaz de Caminha, é aprendiz do Rui de Pina e mostra-se entusiasmado com todas as novidades.
Os personagens são em parte baseados em pessoas reais, mas alterei idades, datas, lugares, títulos.
Refiz o mundo à minha imagem e semelhança. O que explica a sua incoerência interna.:)
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Um blog para escrever um livro
Chega uma fase em que travamos. De todo. Em tudo.
E foi o que aconteceu comigo. Minhas leituras não andam, meus estudos pararam, minha escrita... hum, melhor nem começar por aí. Quase pensei, primeiro, em abandonar tudo. Mesmo. Tipo, largar tudo e sumir na vida? Dane-se o mundo, eu vou ser hippie e visitar um guru na Índia.
Mas isso é sooooooooooooo last season (ando usando gírias esquisitas, não liguem). Se o Ringo Star fez, não pode ser hype. Então, achei que pudesse ser uma pessoa séria, me dedicar apenas ao trabalho e ao mundo acadêmico.
Estou proibida de beber por enquanto e aturar um mundo em que só exista BN e UFF sóbria... Oh well. Não dá. MESMO.
Então decidi: ia dar um boot na minha vida literária, largar esse negócio de literatura especulativa e partir para coisas ''sérias'', realistas, maduras.
Preciso dizer que eu *não* sei fazer isso?
Conclui que a vítima da vez seria o meu *cof* romance*cof* de 'fantasia-história-alternativa-valsa-do-lusitano-pancada' que tento escrever, com o título provisório/definitivo de Finisterra: viagem ao fim de tudo. Bom título, péssimo subtítulo. Até porque, vejam bem... faz pra mais de oito meses que escrevi algo sobre os descaminhos dos dois cronistas lusos.
Mas recebi incentivos (do Tevão, meu namorado) e ameaças (de alguns leitores betas, Jacques Barcia entre eles).
Vamos então tentar resolver isso com esse blog. Como assim? Espero que desenvolvendo idéias, conversando ou mesmo me obrigando a escrever 3 vezes na semana aqui (atualizações 2as, 4as e 6as) eu consiga atravessar o Grande Oceano.
Pois foi justamente aí que eu parei. Apesar de já saber o final (sem spoilers, só digo que tio Martin me ensinou algo), não consigo partir literalmente. O primeiro capítulo - que precisa e muito ser reescrito - para com todos os personagens apresentados. A parte do segundo que escrevi termina abruptamente no porto de Lisboa, às margens do Tejo, depois que o Imperador Dom Manuel segue em comitiva até os barcos, já prontos para sair.
E agora? Porque me recuso a deixar Pedro Alvares Cabral liderar a sua esquadra em rumo ao 'cabo do fim do mundo, onde a terra acaba e o mar começa'? Porque não consigo fazer a narrativa fluir em meio a calmarias e tempestades do Oceano, primo-irmão do nosso Atlântico?
Talvez eu precise de companhia. Por isso, vou largar aqui reflexões, pedaços não reveladores, explicações e até falar sobre as minhas dificuldades para seguir nessa viagem.
Estão dispostos a me acompanhar?
E foi o que aconteceu comigo. Minhas leituras não andam, meus estudos pararam, minha escrita... hum, melhor nem começar por aí. Quase pensei, primeiro, em abandonar tudo. Mesmo. Tipo, largar tudo e sumir na vida? Dane-se o mundo, eu vou ser hippie e visitar um guru na Índia.
Mas isso é sooooooooooooo last season (ando usando gírias esquisitas, não liguem). Se o Ringo Star fez, não pode ser hype. Então, achei que pudesse ser uma pessoa séria, me dedicar apenas ao trabalho e ao mundo acadêmico.
Estou proibida de beber por enquanto e aturar um mundo em que só exista BN e UFF sóbria... Oh well. Não dá. MESMO.
Então decidi: ia dar um boot na minha vida literária, largar esse negócio de literatura especulativa e partir para coisas ''sérias'', realistas, maduras.
Preciso dizer que eu *não* sei fazer isso?
Conclui que a vítima da vez seria o meu *cof* romance*cof* de 'fantasia-história-alternativa-valsa-do-lusitano-pancada' que tento escrever, com o título provisório/definitivo de Finisterra: viagem ao fim de tudo. Bom título, péssimo subtítulo. Até porque, vejam bem... faz pra mais de oito meses que escrevi algo sobre os descaminhos dos dois cronistas lusos.
Mas recebi incentivos (do Tevão, meu namorado) e ameaças (de alguns leitores betas, Jacques Barcia entre eles).
Vamos então tentar resolver isso com esse blog. Como assim? Espero que desenvolvendo idéias, conversando ou mesmo me obrigando a escrever 3 vezes na semana aqui (atualizações 2as, 4as e 6as) eu consiga atravessar o Grande Oceano.
Pois foi justamente aí que eu parei. Apesar de já saber o final (sem spoilers, só digo que tio Martin me ensinou algo), não consigo partir literalmente. O primeiro capítulo - que precisa e muito ser reescrito - para com todos os personagens apresentados. A parte do segundo que escrevi termina abruptamente no porto de Lisboa, às margens do Tejo, depois que o Imperador Dom Manuel segue em comitiva até os barcos, já prontos para sair.
E agora? Porque me recuso a deixar Pedro Alvares Cabral liderar a sua esquadra em rumo ao 'cabo do fim do mundo, onde a terra acaba e o mar começa'? Porque não consigo fazer a narrativa fluir em meio a calmarias e tempestades do Oceano, primo-irmão do nosso Atlântico?
Talvez eu precise de companhia. Por isso, vou largar aqui reflexões, pedaços não reveladores, explicações e até falar sobre as minhas dificuldades para seguir nessa viagem.
Estão dispostos a me acompanhar?
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