segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mas afinal, que diabos é 'Finisterra'?

Dei-me conta (ó o português castiço) que nem todo mundo vai saber do que eu estou falando.

Assim:

Sou contista. Ruim, mequetrefe, de um quarto de tigela e um décimo de pataca. Mas contista.

Só que me veio a idéia para um romance. Um épico! Uma saga! Com dois protagonistas que geralmente seriam personagens secundários.

Aí, nasceu 'Finisterra', do meu amor pelos cronistas medievais, sempre narradores, sempre coadjuvantes, jamais protagonistas.

Em um mundo parecido com o nosso, mas diferente a beça, um Imperador organiza uma expedição a um lugar inóspito e pouquissímo conhecido para resgatar dois navegantes e um valioso diário. Reune uma comitiva com representantes de diversos lugares: cavaleiros, feiticeiras, alquimistas...

Só que quem nos conta a história são dois cronistas. O mais velho, Rui de Pina, está nessa a contragosto, pois preferia assegurar seu lugar na corte ao invés de partir em uma aventura perigosa, cheia de riscos. O mais novo, Pero Vaz de Caminha, é aprendiz do Rui de Pina e mostra-se entusiasmado com todas as novidades.

Os personagens são em parte baseados em pessoas reais, mas alterei idades, datas, lugares, títulos.

Refiz o mundo à minha imagem e semelhança. O que explica a sua incoerência interna.:)

4 comentários:

Fernando S. Trevisan - http://fernandotrevisan.com.br/ disse...

Você precisa parar com essa humildade forçada :P

Não há incoerência interna. O problema são seus começos apressados, apenas. O teu desenvolvimento dos textos é muito bom, a história vai se tornando atraente a ponto de a gente não querer parar de ler.

Mas, claro, foi bom você ter esclarecido isso para os novos leitores ;)

MilaF disse...

Ana!
A idéia parece excelente. A mim também me atrai (ó pá!) o estilo medieval de narrativa, com aventuras fabulosas, perigos inimagináveis e heróis idealizados, jamais realistas... rs!!!
Concordo com o colega aí que você precisa parar com essa humildade. Moça! Forçada ou autêntica, não faz juz ao seu trabalho, que é sempre criativo e embasado em idéias interessantes, mormente as históricas. Todos estamos aprendendo a ser escritores. :-)
Você já deve ter lido "Baudolino", de Umberto Eco, né? Depois de finalmente conseguir chegar ao final de "O Nome da Rosa", esse outro é sopa no mel - e Eco, como estudioso, se avizinha espantosamente da narrativa medieval de aventura, em que nada é real e tudo é real. Boa referência no gênero. :-)
Boa sorte com seu romance! Mais do que sorte, força e empenho para chegar à conclusão dele.
Beijão...

Joshua Bhaar disse...

Olá,

Li teus primeiros posts sobre a história que pretende narrar e achei a premissa bem interessante.
Também sou escritor iniciante e, como voce, tbm estou trilhando este incerto, porém gratificante caminho das letras. Se me permite, coloquei teu blog na minha lista e espero futuramente podermos trocar idéias sobre literatura e escrita.
Mto boa sorte nas tuias novas navegações e té mais.

MilaF disse...

Ana. Vacilei maz fiz, rs. Te linkei lá no meu blog. E juro que gostaria de acompanhar mais de perto o seu desenvolvimento desta saga (tanto sua como dos personagens, não?), mas tenho tido dificuldade para ler textos mais longos na net - acho que a vista já não é mais a mesma, rs.
Vou continuar passando por cá e beliscando aqui e ali um gostinho de Finisterra. :-)